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Grupo
de Trabalho Português para o ANO POLAR INTERNACIONAL 2007-08 |
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As regiões polares são componentes do
sistema Terra, e têm importantes retroacções com o clima global, o nível do
mar, os ciclos biogeoquímicos, os ecossistemas, e com as actividades humanas.
Através destas ligações, as regiões das altas latitudes respondem a,
amplificam e conduzem mudanças em regiões afastadas da Terra. Num momento em
que o Homem exerce um impacto progressivamente maior no Planeta e em que a
condição humana é cada vez mais afectada pelas mudanças globais, as regiões
polares tornam-se especialmente importantes e relevantes. As novas capacidades tecnológicas
oferecem um enorme potencial para que se produzam avanços muito
significativos nas ciências das regiões polares. Estas capacidades incluem a
detecção remota, instrumentos e plataformas autónomas capazes de operar em
condições extremas de frio e de ausência de luz, sistemas de telecomunicações
globais de banda-larga, e modernos e potentes
simuladores numéricos do sistema Terra. Chegou, portanto, o momento de os
explorar, atingindo avanços científicos significativos. Contudo, o âmbito e a escala dos
desafios da investigação polar estão para além das capacidades de nações
individuais ou das disciplinas científicas tradicionais. Existem numerosas
organizações para estimular e coordenar a investigação polar multinacional e
multidisciplinar, mas a actual taxa do progresso científico não é suficiente
para responder à urgência com que os decisores políticos necessitam de informação-chave, vital para um desenvolvimento económico
sustentável. Através do estímulo e da
condução de um esforço intensivo, o Ano Polar Internacional 2007-08 tem como
objectivo principal acelerar o progresso em direcção à obtenção das respostas
politicamente mais relevantes e necessárias. (Traduzido
de ICSU - A Framework for the International Polar Year 2007-2008)
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última actualização: 18 de Março de 2005 |
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